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Nome: Tati Albuquerque
Idade:27
Signo: Aquário
Cor: Azul
Coisas que adoro: Malido, amigos, sexo, musica, escola.
Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, verduras, regime.


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    quarta-feira, fevereiro 22, 2006






    Dois panos rápidos!
    Primeiro gostaria de contar a todos que aderi ao fotolog. Claro que muita gente acha que é uma grande bobagem, mas como disse um amigo querido, em três ou quatro dias abandono as fotos de família e amigos e estarei dedicada às imagens relacionadas às causas da política mundial.
    Bem, levei três dias e já começa a acontecer...
    Segundo: Lindo texto que foi mandado pelo Fabio Adiron.
    Eu já conhecia, mas não me lembrava mais.
    Bem, é isso...
    Grande abraço a todos
    Tatiana

    ____________________________________________________________________

    1.Para conhecer meu fotolog:
    www.fotolog.com/tatischool

    2. Para lembrar um pouco da beleza de ser humano:

    "Não tenho caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar
    Com a dor alheia aprendi que o mundo não é só meu
    Mas, sobretudo aprendi que mais do que simplesmente viver
    O que na verdade importa, antes que a vida apodreça
    É trabalhar a mudança do que é preciso mudar
    Cada um na sua vez, cada qual no seu lugar". (Thiago de Mello)

    Rabiscado por Tati às 5:05 PM.
    .::Tem 0... comente! ::.



    domingo, fevereiro 12, 2006



    .:: As vinhetas com as pessoas com Down já estão no ar na MTV ::.


    Segue mensagem recebida no fórum permenente de Educação Inclusiva!
    Ganhamos mais uma!!!
    Tatiana
    _________________________________________________________________

    Essa mobilizacao e inedita e sera historica.AbsPatMTV dá exemplo de inclusãoClips de jovens com síndrome de Down vão ao ar na emissoraA MTV começou a veicular durante a programação pequenas entrevistas feitas com jovens com síndrome de Down em que falam de suas vidas, do país, de música, etc. A gravação das entrevistas para o MTV Express foi o resultado de um acordo feito entre a MTV e o Movimento síndrome de Down. No VMB 2005, em outubro do ano passado, o ator Selton Mello, apresentador da premiação, usou a ultrapassada expressão “mongolóide” de modo pejorativo e preconceituoso. Membros de grupos de discussão sobre a síndrome de Down protestaram em massa, incluindo as próprias pessoas com síndrome de Down que são fãs da emissora e se sentiram ofendidas.Como reparação, a diretoria da MTV Brasil teve a feliz e conciliadora idéia de gravar entrevistas com os jovens falando de assuntos corriqueiros para provar que, apesar da deficiência intelectual, eles levam uma vida absolutamente comum. A atitude da MTV, além de contribuir para a informação – que é de longe a melhor arma contra ao preconceito, é um inédito exemplo de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.Uma história de mobilizaçãoFábio AdironEm 29 de setembro passado o ator Selton Melo, convidado especial da MTV para apresentar a festa de premiação do VMB 2005, utilizou a expressão "...um mongolóide estúpido..." para se referir às "qualidades" que um baterista de uma banda de rock deveria ter. A expressão foi colocada de forma exagerada, jocosa e preconceituosa. Ao seu lado outras como: grosso, bruto, imbecil e insano a acompanharam. O comentário foi repudiado por uma série de pessoas dos grupos de discussão sobre Síndrome de Down, Fórum de Inclusão, Marekting Direto e outros, pois demosntrava a ignorância sobre as pessoas com síndrome de Down, termo utilizado há muitos anos, no Brasil e no exterior, sendo importante recordar que a síndrome de Down é a síndrome mais reconhecida e estudada no planeta Terra. "Se levando em conta o caráter evidentemente pejorativo do termo mongolóide, esforços têm sido dirigidos no sentido de substituir, de vez, esta denominação pela de síndrome de Down". (Jornalista Claudia Werneck, maiorescritora brasileira de livros sobre a Síndrome de Down). "Nos países anglo-saxões as denominações "mongolismo" e "mongolóide" desapareceram do vocabulário pela pressão conjunta das associações de pais de pessoas com a síndrome e pelos meios científicos. Hoje em dia se fala da síndrome de Down ou da trissomia do 21. Seria desejável que a denominação "mongolismo" desaparecesse, já que não é adequada e conota uma série de ambiguidades".(Prof.Pós-Doutor Jean Adolphe Rondal-Université deLiège-Bélgica, cientista, pesquisador, dos mais reconhecidos no Mundo na área da síndrome de Down). Na medida em que acreditávamos que a MTV era uma emissora bem intencionada e que a veiculação de uma atitude tão constrangedoramente ofensiva tinha sido fruto apenas da falta de percepção de que se tratava de uma exibição de preconceito, a movimentação pedia também que se convidasse uma pessoa que convive com indivíduos com síndrome de Down, ou alguma pessoa habituada a lidar com este segmento da população em nível pedagógico ou clínico, para expor a visão atual que se tem desses indivíduos. Também se propôs, pela internet, um boicote à emissora. Como a primeira resposta foi apenas uma carta formal e protocolar, respondemos que ainda esperávamos uma atitude mais convicente da MTV para corrigir o problema (que por sinal não tinha sido corrigido nas reprises do programa). Fui contatado pela MTV e participei de uma reunião com o Zico Góes, diretor de programação que propôs que fizéssemos uma série do MTV Express com jovens com Síndrome de Down. MTV Express são programetes de 2 -3 minutos onde os jovens falam livremente a respeito de algum assunto do seu interesse e do seu cotidiano: trabalho, escola, política, música, lazer... idealmente no seu ambiente de trabalho, estudo....ou seja, fora de ambientes segregados. Acho que o ponto mais importante é que eles falariam por si mesmos, sem a tutela de pais, professores, especialistas...ou seja, nós... risos... afinal o que queremos é que eles tenham autonomia, não é mesmo ? Em 21 de Outubro passamos a tarde gravando as vinhetas do MTV Express com os nossos jovens, no Beco do Aprendiz, em São Paulo. Estavam presentes 14 garotas e garotos de 13 a 29 anos de idade e todos eles deram o seu depoimento sobre a situação do Brasil, sobre suas atividades. Tinha gente do grupo Síndrome de Down, do Carpe Diem , da Adid, do HappyDown, da UpDown e do Orkut. A equipe da MTV liderada pelo produtor Mauro Dahmer foi muito simpática e deixou a molecada bem à vontade, aliás, se deixassem, alguns ficariam falando a tarde toda. A única frustração foi a do Zeca da Idely que ficou inconformado porque a Cicarelli não estava lá...risos. Também foi interessante uma frase do Mauro que se surpreendeu de como eles eram diferentes entre eles. Acho fundamental que cada vez mais pessoas os olhem como indivíduos e não como um grupo. As vinhetas começaram a ser veiculadas esta semana durante a programação da MTV, sem horário específico.

    Rabiscado por Tati às 11:17 AM.
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    quinta-feira, fevereiro 09, 2006



    .:: "É mais fácil desinntegrar um átomo do que um preconceito" Albert Einstein ::.


    Mudança de paradigma - os avanços da Convenção Internacional

    Existe desde 2002 um Comitê ad hoc formado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, por representantes de 192 países para discutir e elaborar o texto da Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Organizações não-governamentais credenciadas também podem participar do processo. O Instituto Paradigma esteve presente na ONU na 6a. sessão, realizada em agosto de 2005, e na 7a. sessão, ocorrida em janeiro de 2006. O encontro foi muito produtivo.

    O avanço dos trabalhos se deu, em grande parte, ao fato do Chairman Don Mckay, presidente do Comitê, ter elaborado uma minuta para a negociação nesta sessão, com base nos debates anteriores. Assim, as delegações e as organizações não-governamentais se prepararam para as discussões de forma objetiva, com intervenções concentradas na essência do texto proposto.

    O documento também foi objeto de trabalho do seminário realizado pelo Instituto em dezembro passado na PUC-SP, em parceria com a CORDE e apoio do CVI-Brasil, Laramara e Banco Mundial. Na metodologia proposta, além da noite de palestras informativas que abriram o evento, organizaram-se oficinas aglutinadas por artigos e temas específicos da Convenção. O trabalho produzido pelas quase 200 pessoas participantes, de diferentes organizações públicas e privadas, foi compilado num texto único utilizado na sessão pela delegação brasileira, assim como para muitas outras discussões ocorridas durante a 7a. sessão.

    A comitiva do Brasil contou com Luiza Russo e Laís Lopes (Instituto Paradigma), Flávia Vital (CVI-Brasil), Regina Atalla (CONADE e CVI-Brasil) e Joelson Dias (CONADE e OAB-Federal), além do diplomata Pedro Cardoso, e da coordenadora da CORDE, Isabel Maior. Nossa participação foi sentida de forma intensa pelo trabalho em equipe realizado entre o governo, a diplomacia brasileira e os representantes da sociedade civil.

    Destaca-se a existência nesta 7a. sessão do “Projecto Sur”, idealizado e liderado por Luís Fernando Astorga, que possibilitou a vinda de 20 pessoas com deficiência representantes de organizações de países do hemisfério sul, em especial da América Latina e do Caribe. A idéia é fortalecer a voz do sul na Convenção, contemplando os anseios da realidade de países em desenvolvimento. Além da troca que ocorreu entre os países do sul, incluindo o Brasil, a participação direta no processo empodera as ONG´s de um papel importante na ratificação, implementação e monitoramento da Convenção nos seus países de origem.

    Ao final, o Chairman soltou um relatório pontual especificando os assuntos que restaram pendentes para a serem discutidos na 8a. sessão que será de 14 a 25 de agosto de 2006. Dentre eles, há o artigo das definições (art. 2). A grande discussão girou em torno da manutenção ou não da definição de deficiência e de pessoa com deficiência. Estes conceitos são importantes para identificação dos beneficiários da Convenção. De outra forma, cada país criará seu próprio conceito do público-alvo. Uma definição de deficiência que tem sido bem aceita é a contida na Convenção Interamericana.

    Quanto aos artigos de mulheres com deficiência e crianças com deficiência (art. 6 e 7), considerando que ambos possuem Convenções específicas na ONU, muitos países alegaram que não seria preciso. No entanto, pela dupla vulnerabilidade dos dois públicos-alvos, houve o consenso da necessidade de se especificar questões de gênero e idade na Convenção. As opiniões estão divididas em relação ao melhor lugar para constar tais menções, se em artigos específicos ou como parte do artigo que trata das obrigações gerais dos estados (art. 4).

    O artigo da educação (art. 24) é um dos emblemáticos que simbolizam a mudança de paradigmas na sociedade civil. Alguns países ainda sugerem que a educação especial seja prevista enquanto outros a aceitam apenas como residual. O artigo da reabilitação (art. 26) foi refinado e será revisto na próxima sessão. Suas discussões devem ter outro sentido porque a questão do treinamento e capacitação de profissionais ganhou status transversal no artigo 4 que trata das obrigações gerais dos Estados, a ser aplicado para todos os artigos da Convenção.

    O artigo sobre cooperação internacional (art. 32) e monitoramento internacional (art. 34) precisarão ser mais trabalhados. O primeiro com base no que foi apresentado pela delegação facilitadora para refletir o consenso entre os Estados, e o segundo, a partir dos mecanismos existentes com base na experiência das demais Convenções, analisando também a proposta inovadora da sociedade civil de ter um Ombudsman internacional.

    Entre os artigos mais difíceis está o que trata da capacidade jurídica das pessoas com deficiência intelectual ou distúrbios psico-sociais (art. 12). Em geral, a discussão está centrada no modelo que solicita que no texto conste que todos são titulares do exercício de sua capacidade legal. Alguns concordam que existam graus de tutelas necessárias. Outro artigo polêmico é o que trata de institucionalizações forçadas (art.17), que deverão ser feitas com consentimento livre e informado. Tem sido difícil o acordo acerca das restrições e proteções sobre tratamentos involuntários. Por fim, é também um tema difícil o de saúde (art. 25) no tocante aos direitos sexuais e reprodutivos.

    Acompanhe. Este será um espaço que o Instituto Paradigma estará sempre informando sobre este processo. Afinal de contas, nunca estivemos tão perto de ter uma Convenção!

    Laís Lopes
    advogada do Instituto Paradigma
    Luiza Russo
    presidente do Instituto Paradigma

    OBS: Este texto também será publicado na próxima edição da revista Sentidos na página do Instituto Paradigma.

    Rabiscado por Tati às 7:30 PM.
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